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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Novo super-adesivo baseia-se nas patas das lagartixas

Descoberta da Universidade de Massachusetts Amherst faz capa da «Advanced Materials»

2012-02-17


Novo dispositivo chama-se «Geckskin» Inspirados na capacidade que alguns répteis da família dos lagartos (os geconídeos) têm de ficarem presos a paredes lisas e a tectos, cientistas da Universidade de Massachusetts Amherst criaram um dispositivo chamado «Geckskin» que permite colar e descolar facilmente um objecto com 300 quilogramas a uma parece lisa. A descoberta faz a capa da mais recente edição da «Advanced Materials».

A habilidade destes animais reside na constituição da planta do pé. “As patas das lagartixas podem colar-se e descolar-se com facilidade sem que fique nenhum resíduo pegajoso na superfície que pisam”, explica o biólogo Duncan Irschick, que estuda estes animais há 20 anos.

A habilidade destes animais reside na constituição da planta do pé. “As patas das lagartixas podem colar-se e descolar-se com facilidade sem que fique nenhum resíduo pegajoso na superfície que pisam”, explica o biólogo Duncan Irschick, que estuda estes animais há 20 anos. As propriedades de reversibilidade e de alta aderência em seco são uma fonte de inspiração para criar materiais sintéticos que podem colar e descolar objectos pesados de uso quotidiano, como televisores ou computadores, às paredes. Podem também ter diferentes aplicações médicas e industriais.

Os investigadores criaram um dispositivo chamado «Geckskin» (pele de geco), com 40 centímetros quadrados, que pode suportar uma força máxima de 300 quilogramas colado a uma superfície lisa como o vidro. Além da sua capacidade de aderência, o dispositivo, segundo os seus criadores, pode ser despegado sem esforço significativo e reutilizar-se muitas vezes sem perder eficácia. Os esforços para sintetizar o poder aderente das patas do lagarto basearam-se nas qualidades dos pêlos microscópios do seu pé (chamados cerda de numa escala maior, até porque não se conhecia bem a total complexidade do pé dos répteis. Segundo Duncan Irschick, o pé do lagarto tem vários elementos que interactuam entre si, e que incluem os tendões, os ossos e a pele. Todos trabalham juntos para produzir uma aderência facilmente reversível. A inovação da equipa de investigadores, que não achou necessário utilizar as cerdas para obter um rendimento semelhante, foi a criação de um adesivo integrado com um pano almofadado macio cosido numa estrutura rígida que pode ser colada sobre uma superfície para maximizar o contacto. Tal como nos pés da lagartixa, esta ‘pele’ tem um tendão sintético que desempenha um papel chave para manter a rigidez e a liberdade de rotação. Esta almofada adesiva utiliza materiais simples e quotidianos como o polidimetilsiloxano (óleo de silicone), que, segundo os investigadores é um material promissor para o desenvolvimento de uma adesivo seco de baixo custo, resistente e duradouro.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53112&op=all (19/02/2011)



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

População de atuns diminuiu 60 por cento nos últimos 50 anos

Estudo adianta que as espécies têm sido exploradas até ao limite da sua sustentabilidade

2012-02-09
As espécies mais afectadas são os atuns de águas frias, como o atum-rabilho
As espécies mais afectadas são os atuns de águas frias, como o atum-rabilho

As populações de atuns e de espécies similares diminuíram 60 por cento em todo o mundo no último meio século. O trabalho agora publicado na «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS) adianta que estas espécies têm sido exploradas quase até ao limite da sua sustentabilidade.

As mais afectadas são os atuns de águas frias – como o atum-rabilho (Thunnus thynnus), de alto valor económico – que diminuíram até 80 por cento. A cavala viu também a sua população reduzida.

A investigadora da Universidade da Corunha María José Juan-Jordá, autora principal do estudo, explica que esta investigação baseou-se nas estimativas de abundância das espécies. Apesar de as conclusões mostrarem um decréscimo acentuado das espécies estudadas, acaba por ser mais optimistas do que estudos anteriores. Em 2003, a «Nature» tinha publicado um artigo que concluía que a abundância de peixes pelágicos, principalmente atuns, tinha diminuído 90 por cento nos últimos 50 anos. Apesar do estudo recente não ter uma conclusão tão pessimista, a investigadora considera que existem factores preocupantes que os organismos regionais de gestão pesqueira deviam resolver com urgência para assegurarem um futuro sustentável na pesca a estas espécies. As populações de maior valor comercial som as mais sobre-exploradas, existindo ainda muita pesca ilegal que ultrapassa o controlo das gestões pesqueiras, indica o investigador Nicholas Dulvy, da Universidade Simon Fraser (Canadá), também envolvida neste trabalho. Fraser considera também que os organismos de gestão não devem utilizar os seus recursos apenas para gerir as espécies de alto valor económico, mas também as que têm menos valor no mercado, mas que são muitos importantes países em vias de desenvolvimento.Juan Freire, professor da Universidade da Corunha e outro dos autores do trabalho, acredita que são necessários compromissos sérios e acções efectivas para reduzir o excesso de pesqueira, recuperar as populações sobre-exploradas e regular o comércio que as põe em perigo.


in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52967&op=all(14/02/2012)

Novo método de diagnóstico através da saliva

Avaliação da água extracelular é agora menos invasiva e dispendiosa

2012-02-14
Por Susana Lage
Luís Sardinha com a equipa de investigação
Luís Sardinha com a equipa de investigação
Uma equipa de investigadores do Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, validou um novo método que utiliza a saliva como fluído biológico em alternativa ao sangue para avaliar a água extracelular.

A água é distribuída por dois compartimentos do organismo humano: dentro das células (intracelular) e fora das células (extracelular). Uma expansão ou défice anormal de água pode contribuir para o diagnóstico e controlo de algumas doenças (insuficiência renal ou cardíaca e cirrose hepática), mas também pode ser determinante na melhoria do rendimento desportivo.
“A avaliação da água extracelular, usando a saliva em vez do plasma, é menos invasiva para a pessoa que está a ser avaliada e torna-se menos complexa, mais rápida e menos dispendiosa em termos laboratoriais”, explica Luís Bettencourt Sardinha ao Ciência Hoje.
Segundo o director do laboratório de Exercício e Saúde, “assim torna-se possível uma generalização do diagnóstico e do acompanhamento de populações com patologias que afectem os compartimentos hídricos e também de atletas que pretendem manter ou melhorar o seu rendimento desportivo preservando a saúde”.
O estudo publicado no jornal Biomedical Chromatography“foi efectuado no início de uma época desportiva numa amostra de atletas nacionais de alto rendimento de diferentes modalidades, incluindo judo, andebol, basquetebol, voleibol e natação”, refere Luís Bettencourt Sardinha. Ambos os fluidos biológicos, sangue e saliva, foram recolhidos e analisados e os resultados indicaram que “os dois fluidos não só resultam em valores semelhantes na determinação da água extracelular, como também estavam fortemente relacionados, o que nos permite concluir que a saliva pode ser usada como um fluido biológico válido e prático na avaliação deste compartimento hídrico”.
Desde que a utilização da saliva como método alternativo foi validada, os atletas participantes noutros estudos passaram apenas a recolher amostras de saliva para a determinação da água extracelular.
“Esta metodologia poderá ser utilizada em qualquer laboratório cujo objectivo seja a avaliação da água extracelular com cromatografia iónica”, garante Luís Bettencourt Sardinha.

in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53038&op=all (14/02/2012)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Galopim de Carvalho lança «Dicionário de Geologia»

Autor pretende "incrementar a divulgação" desta ciência "maltratada"

2011-12-02
Por Susana Lage (texto e fotos)
O livro foi apresentado na Reitoria da Universidade de Lisboa
O livro foi apresentado na Reitoria da Universidade de Lisboa
Foi lançado, esta quarta-feira, o «Dicionário de Geologia» de A. M. Galopim de Carvalho. A obra inclui 9115 termos em português e em inglês e é uma contribuição do geólogo para as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra e do Centenário da Universidade de Lisboa.
Trata-se de “uma contribuição para vulgarizar e incrementar a divulgação da Geologia em Portugal, que continua muito maltratada”, afirmou o autor.
“O que me motivou a fazer este dicionário foi o facto de, nos anos 70, Carlos Teixeira da Universidade de Lisboa, que foi meu professor, ter iniciado esta obra fazendo fascículos da letra A, B, D, E”, contou A. M. Galopim de Carvalho.
Com o “desaparecimento” de Carlos Teixeira, “um discípulo dele” chamado Francisco Gonçalves, da Universidade de Évora, “deu continuidade” ao trabalho até 1988. Ao longo das duas décadas seguintes, A. M. Galopim de Carvalho reformulou, desenvolveu e conclui o livro com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

José Mariano Gago
José Mariano Gago
O «Dicionário de Geologia» “é uma obra antiga, que demorou muitos anos a fazer”, referiu o autor. O resultado pode ser lido pelo público em geral pois “a escrita é feita de maneira acessível a qualquer não geólogo”, sublinha.
Para José Mariano Gago o livro é considerado um instrumento fundamental para a ciência.
“O que temos perante nós é a produção de uma terminologia científica em língua portuguesa, algo relativamente raro sobre a forma de dicionário”, afirmou o professor durante a apresentação do livro, na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Actualmente, a produção de terminologias é, segundo o ex-ministro da ciência, “o elemento mais forte” porque é nela que se “condensa a capacidade de uma comunidade científica de comunicar organizadamente com as outras profissões e com os profissionais da comunicação”.
“Sem dicionários e sem terminologias científicas não há comunicação rigorosa, não há ensino das ciências, não há sequer pensamento científico organizado”, concluiu.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52041&op=all


Portugal cultiva mais milho geneticamente modificado

Área cultivada subiu 60 por cento em 2011

2012-02-08
A área cultivada em Portugal atingiu 7.843 hectares
A área cultivada em Portugal atingiu 7.843 hectares


A República Checa aproxima-se de Portugal com 5.090 hectares de milho geneticamente modificado, a que acresce 150 hectares de batata.
Em 2011, foram cultivados 160 milhões de hectares com culturas geneticamente modificadas em 29 países, o que representa um crescimento de oito por cento face ao ano anterior.
Na União Europeia, só é permitido o cultivo de milho bt e batata amflora, entre as culturas geneticamente modificadas, estando a aguardar autorização 22 culturas, entre as quais soja e beterraba.
“Os 19 países em desenvolvimento que utilizaram variedades transgénicas duplicaram a área cultivada e produziram quase 50 por cento de todas as culturas geneticamente modificadas a nível global, em 2011”, afirmou a CiB em comunicado.
“Um total de 16,7 milhões de agricultores usufruiu das vantagens da tecnologia da engenharia genética de plantas e 90 por cento deles habitam em países em desenvolvimento”, acrescentou.
Os EUA lideraram este tipo de produção, com 69 milhões de hectares, seguido do Brasil, com 30,3 milhões.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52943&op=all

sábado, 28 de janeiro de 2012

Spray nasal de oxitocina contra a timidez

 

Cientistas referem que substância não tem efeitos secundários

2011-12-19

Uma equipa de investigadores canadianos, Concordia University, concluiu que a oxitocina, substância produzida em grandes quantidades durante a gravidez e também Hormona amplia traços de personalidade e combate timidez.conhecida como a “hormona do amor”, se aplicada por um ‘spray’ nasal, pode ajudar a tornar o visado, no caso de uma pessoa tímida, a sentir-se mais extrovertido. O estudo foi publicado na última edição do «Psychopharmacology».
A oxitocina é uma substância que actua como neurotransmissor, além de estar relacionada com padrões sexuais. Nas mulheres é libertada em grandes quantidades durante o parto, e em resposta à estimulação do mamilo durante a amamentação.

No entanto, os cientistas ainda desconhecem o mecanismo pelo qual a substância leva a este comportamento pró-social. Supõem que seja por "alterar a forma como os sinais sociais no entorno externo são processados, codificados e interpretados”.
A equipa levou a cabo um estudo que envolveu uma centena de homens e mulheres saudáveis, entre os 18 e 35 anos, sem antecedentes de doença psiquiátrica, patologias físicas, ou sob medicação. Também não tinham um historial de consumo de drogas, tabagismo ou gravidez.
Os participantes receberam 24 doses de oxitocina em 'spray', administrada como um placebo. Esta hormona amplia traços de personalidade como a qualidade, a confiança, o altruísmo e a abertura a novas experiências, facilitando e incentivando a comportamentos sociais, por a pessoa se sentir mais extrovertida e confiante.
Segundo o artigo publicado, “não existem efeitos secundários, a não ser um pouco de irritação nasal, mas apenas registada numa pequena percentagem de pessoas. No entanto, ainda não são conhecidos os efeitos associados ao uso crónico", refere.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52247&op=all

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O caso raro da família sem impressões digitais
Estudo revela mutação genética que afecta gerações
2011-08-05

Adermatoglífia associada a mutação no gene SMARCAD1.
Há uma família suíça que tem vindo a intrigar os investigadores. Desde várias gerações que os membros desta família nascem sem impressões digitais, sem nenhuma marca nos dedos, palmas e planta dos pés. Um recente estudo, publicado na «The American Journal of Human Genetics», traz novos avanços sobre este caso raro de adermatoglífia – denominação científica deste transtorno – e sugere que está associada a uma mutação de uma zona chave na replicação do gene SMARCAD1, que faz com que a proteína que codifica não seja produzida de forma correcta.
A equipa de investigação, do Hospital Universitário de Basileia (Suíça) e da Universidade de Tel-Aviv (Israel), avaliou o perfil genético de nove indivíduos afectados por este problema e comparou-o com outros familiares, sem o transtorno. Segundo os resultados, apenas quem não tinha impressões digitais é que apresentava a referida mutação genética. Segundo estudos anteriores, o fenómeno tem um papel regulador na expressão de diferentes genes relacionados com o crescimento. A falha no DNA está ainda relacionada com uma menor produção de glândulas sudoríferas, outra característica verificada neste grupo em estudo. Até agora, apenas foram encontradas outras três famílias com esta anomalia. Os autores ressalvaram, no entanto, que a Síndrome Naegeli-Franceschetti-Jadassohn pode igualmente provocar a formação anormal de impressões digitais.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Resultados da 1ª eliminatória das Olimpíadas do Ambiente

Olimpíadas da Biologia

cartaz_finalNACIONAIS
Temas dos testes
As Olimpíadas Nacionais de Biologia serão compostas por 2 eliminatórias teóricas e 1 final prática, a realizar-se no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, para os 36 melhores classificados.
O teste da 1ª eliminatória será constituído por questões sobre todas as matérias dos programas de 10º, 11º e 12º anos, com particular (mas não exclusiva) incidência sobre as matérias que tenham sejam lecionadas até ao final do mês de fevereiro (de acordo com os programas em vigor).
Os testes da 2ª e 3ª eliminatórias serão constituídos por questões sobre toda a matéria constante dos programas de Biologia do 10º ao 12º ano e ainda por algumas questões de coeficiente de dificuldade elevada sobre temas que não constem dos programas nacionais.
Regulamento e datas
Datas Importantes
1ª Eliminatória: 28 de fevereiro, das 14:30 h às 16h, realizada nas escolas (Terça feira)
2ª Eliminatória (semifinal): 17 de abril das 14:30 h às 16:30 h, realizada nas escolas (Terça feira)
3ª Eliminatória (final): 26 de maio às 10:00 h, realizada no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa (Sábado)
As duas primeiras Eliminatórias serão constituídas por um teste teórico de escolha múltipla com dois tipos de questões: de conhecimento e de interpretação. A terceira eliminatória será constituída por um teste prático (laboratorial) e um teste teórico-prático (escrito).

Provas de acesso ao ensino superior

 

Através do link, encontram informação sobre as provas específicas para
cada curso / UniversidadeExames 2012 informação nº2

 

 

 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Lusocord

´
O LUSOCORD é um BANCO PÚBLICO DE SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL, de âmbito nacional, que deverá receber as dádivas de sangue do cordão umbilical (SCU) de todas as mães que o queiram doar para uso em transplantação e investigação.

Estratégia do CHN e do LUSOCORD:
• Colaborar com todos os Centros Nacionais e Internacionais de Transplantação
• Promover a investigação e o desenvolvimento da aplicação das células estaminais à medicina regenerativa.
• Colaborar, mediante protocolos, com as instituições de saúde e as universidades a nível nacional e internacional.

O LUSOCORD assegurará:
• A promoção da dádiva,
• A colheita de SCU,
• A confidencialidade,
• A rastreabilidade,
• Os registos,
• As bases de dados,
• A criopreservação.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A GRANDE ÁRVORE GENEALÓGICA
  • O que é o Projeto Genográfico?
    O Projeto Genográfico tem como objetivo registrar novos dados sobre a história migratória da raça humana e responder perguntas antigas sobre a diversidade genética da humanidade. O projeto envolve uma associação de pesquisa sem fins lucrativos entre a National Geographic Society e a IBM, criada em 2005 para durar cinco anos, que utiliza a genética como ferramenta para obter respostas para questões antropológicas em escala global. O núcleo do projeto é composto por um consórcio de 11 equipes de pesquisa de várias regiões do mundo que, seguindo os protocolos científicos e éticos de cada região, são as responsáveis pela coleta e pela análise do DNA das amostras nas suas respectivas áreas. O projeto é aberto ao público, convidado para participar comprando, por meio do site oficial, um kit de Participação Pública e anônima. As pessoas interessadas também podem optar por doar os seus resultados genéticos para ampliar o banco de dados. O fruto da venda desses kits é reinvestido em pesquisas e destinado ao Fundo para a Proteção do Patrimônio Indígena, à revitalização da língua das comunidades indígenas e a projetos culturais.

    Por que este projeto é único?
    Quase todo o nosso conhecimento sobre genética antropológica se baseia em amostras de DNA doadas por aproximadamente 10 mil pessoas, indígenas e grupos tradicionais, do mundo todo. Embora isto nos dê uma ideia bastante ampla do padrão do comportamento migratório da espécie humana, representa apenas uma pequena parcela da diversidade genética dos seres humanos. O Projeto Genográfico coleta e analisa amostras de DNA de milhares de pessoas de etnias diferentes, o que o torna um dos maiores estudos do mundo no campo da genética antropológica, dentro de um âmbito ético e de acordo com protocolos e pautas do Conselho de Revisão de cada região. Nosso objetivo é que as informações recolhidas nos permitam mapear os comportamentos migratórios nos últimos 150 mil anos para preencher as enormes lacunas da história migratória da humanidade. Convidamos o público do mundo todo a participar ativamente do projeto por meio da compra de um kit de Participação Pública. Com uma simples amostra da mucosa da boca, colhida com zaragatoa, os participantes podem se informar sobre seus próprios ancestrais - se quiserem - e contribuir para o projeto fornecendo os resultados para o banco de dados.

    Qual será o resultado final?
    Essencialmente teremos uma visão detalhada de quem somos e como nos deslocamos pelo mundo. O Projeto Genográfico vai gerar a criação de um banco de dados global sobre a variação genética dos seres humanos e as informações antropológicas associadas (tais como línguas, costumes sociais, etc.) Este banco de dados constituirá um recurso de valor incalculável para as comunidades científicas. Muitos grupos indígenas e tradicionais do mundo todo enfrentam atualmente grandes desafios para as suas identidades culturais. O projeto lhes fornecerá um panorama das variações genéticas da raça humana antes que se perca o contexto cultural necessário para que toda essa informação tenha sentido. Temos esperança de que as nossas descobertas destaquem a relação estreita que existe entre todos nós como integrantes desta grande família de seres humanos.

    Por que o foco está nos comportamentos migratórios dos seres humanos?
    As evidências científicas sugerem que a origem da espécie humana remonta à África. Mas há muitas outras perguntas. Por exemplo: Como emigramos e povoamos os outros pontos do mundo? O Projeto Genográfico pretende desvendar alguns destes mistérios. Descobrir os detalhes de como nos deslocamos pelo mundo. Estabelecer qual foi o impacto da cultura na variação genética do ser humano e como as práticas culturais afetaram nossos padrões de diversidade genética. Se temos um ancestral moderno em comum, por que somos tão diferentes uns dos outros? Por enquanto sabe-se muito pouco sobre estas questões.

    Por que participar?
    Ao participar do Projeto Genográfico você contribui para um enorme esforço de pesquisa em tempo real que gera descobertas científicas importantes de interesse público sobre genética demográfica. Estes dados com o tempo formarão o maior banco de dados sobre o assunto. Além disso, você terá a oportunidade de se informar sobre seus primeiros ancestrais e a rota migratória que eles percorreram, como outras 350 mil pessoas já fizeram. O projeto conta também com um Fundo para a Proteção do Patrimônio indígena, a revitalização da língua das comunidades indígenas e seus projetos culturais.

    Que exames são feitos?
    Os participantes se submetem a dois testes com o único objetivo de definir padrões migratórios:
    Homens: Teste de DNA do Cromossomo Y. Permite identificar a origem geográfica de antigos ancestrais na linha paterna direta.
    Mulheres: Teste de DNA mitocondrial (ADNmt). Busca marcadores no DNA mitocondrial das mulheres para identificar as origens migratórias da linha materna direta.

    Como esses testes são realizados?
    Cada participante recebe um kit de Participação Pública que contém dois conjuntos para coletar de forma indolor amostras de mucosa da boca. A sensação da coleta é a mesma que temos esfregando a parte interna da bochecha com uma escova de cerdas macias. O kit inclui um conjunto para uma cópia de segurança, a fim de obter um resultado melhor. As amostras são colocadas dentro de uma solução e enviadas ao laboratório para serem analisadas.

    O que esses estudos podem revelar a quem participa?
    É importante lembrar que o Projeto Genográfico não é um estudo genealógico. Você não receberá informações sobre seus familiares próximos nem seus marcadores genéticos o levarão necessariamente à sua localização no presente. Na verdade, esse estudo revelará a história antropológica antiga dos seus ancestrais diretos maternos ou paternos - onde eles viviam e como emigraram para outros lugares do mundo há milhares de anos. Ao interpretar os resultados do kit genográfico é preciso levar em conta que estão sendo procuradas linhagens ancestrais e seus padrões migratórios associados em uma linha de tempo antropológica. Isto significa que abrimos uma janela para o passado, há milhares de anos. De fato, todos nós fazemos parte da grande árvore genealógica da humanidade, mais do que da pequena árvore familiar à qual estamos habituados.

    Todos os integrantes da família deveriam participar do exame?
    Não, não é necessária mais do que uma amostra de um integrante masculino e de um feminino com laços de consanguinidade para determinar os ancestrais das linhas diretas, tanto maternas quanto paternas. Apenas um de dois irmãos deve fazer o exame. Os irmãos compartilham a mesma história e, por isso, não é necessária a participação de ambos. Além disso, também não é preciso que mãe e filha analisem seu DNA mitocondrial.

    Este exame envolve riscos ou benefícios?
    Não conhecemos nenhum risco que possa resultar do ato de esfregar a mucosa da boca para coletar o material ou da análise da amostra do DNA para determinar a história migratória dos ancestrais. Os benefícios de participar seriam a possibilidade de saber mais sobre a origem de cada família e seu vínculo com outras pessoas em lugares diferentes do mundo, além da participação em um projeto de pesquisa em tempo real.

    O Projeto Genográfico compartilhará os resultados dos exames com outras pessoas?
    Não. O Projeto Genográfico não realiza estudos vinculados com a medicina a partir das amostras de DNA fornecidas pelo público participante. Os estudos têm como objetivo determinar as rotas migratórias dos nossos ancestrais e o ramo da árvore genealógica da humanidade ao qual pertencemos. O projeto não analisa de nenhum ponto de vista a saúde, o estado de saúde ou qualquer doença hereditária. Os testes de DNA não poderão ser utilizados com a finalidade de estabelecer laços de paternidade. Assumimos o compromisso de respeitar a privacidade dos participantes e, por isso, não compartilharemos informações com nenhum grupo externo ou agência governamental.

    Como as informações dos participantes são protegidas e como a segurança, a privacidade e a confidencialidade são garantidas?
    Adotamos as medidas necessárias e lógicas para implementar vários níveis de segurança no projeto. Todas as informações das amostras e os resultados analíticos estão em um único lugar, especialmente projetado para isso, nos escritórios da National Geographic Society, chamado DNA Analysis Repository (DAR, na sigla em inglês - Depósito de Análise de DNA), que é um banco de dados central que processa informações eletrônicas para o Projeto Genográfico. O DAR utiliza um software de administração de informações projetado pela IBM para organizar os dados coletados pelos pesquisadores do Projeto Genográfico no mundo todo. A infraestrutura, as políticas e os procedimentos do projeto oferecem em geral formas seguras de transmissão, armazenamento e administração de todos os dados e registros de DNA.

    Como a privacidade e a confidencialidade dos dados dos participantes de comunidades indígenas são garantidas?
    Os centros regionais codificam as amostras que recebem das comunidades indígenas e as recodificam quando registram os resultados. Só estas informações recodificadas estão no banco de dados central. O vínculo entre o código criado regionalmente e o nome da pessoa ficará protegido em um documento em cada região. Assim o banco de dados não poderá fazer nenhuma associação entre eles sem a participação do centro regional. Além disso, há determinados procedimentos para evitar que qualquer pessoa possa comparar seus dados com os do bando de dados central sem o conhecimento da National Geographic Society.

    O que acontece se os resultados de uma pessoa apontam um lugar totalmente diferente do habitado pelos seus verdadeiros ancestrais?
    Os resultados revelam os primeiros ancestrais em uma linha de descendência direta (paterna ou materna) e mostram a rota migratória que eles percorreram há milhares de anos. Esta rota constitui uma parte da história e não exclui o que já se sabe sobre o passado genealógico mais recente. Não tem relação com a identidade cultural, a herança étnica ou a nacionalidade do passado histórico mais recente. Os resultados individuais podem confirmar expectativas sobre suposições sobre os ancestrais ou até surpreender com uma nova história sobre o nosso passado genético. Os participantes não receberão uma porcentagem dos antecedentes genéticos detalhados por grupo étnico, raça ou origem geográfica. Também não receberão confirmação alguma sobre relação direta com tribos ou comunidades indígenas. Este estudo não é genealógico. Por isso eles não receberão dados sobre seus avós ou familiares atuais. Além disso, os marcadores do DNA não necessariamente os levarão até a sua localização atual. Na verdade, os resultados revelarão a história antropológica dos ancestrais diretos maternos ou paternos - onde eles viviam e como emigraram pelo mundo há milhares de anos.

    Quem são os responsáveis pelo Projeto Genográfico?
    O Projeto Genográfico é uma associação entre a National Geographic Society e a IBM. O trabalho científico conta com o respaldo da Waitt Family Foundation. Os cientistas usam equipamentos da Applied Biosystems para as pesquisas de laboratório nos centros regionais. O projeto trabalha com a Family Tree DNA para realizar os testes do público participante.

    A National Geographic Society ou a IBM obtêm retorno financeiro com o Projeto Genográfico?
    Não. A National Geographic Society é uma organização científica e de pesquisa sem fins lucrativos. A IBM participa como sócia corporativa, proprietária da tecnologia de informática, com pessoal e equipamentos. A arrecadação com a venda do kit de Participação Pública é reinvestida em pesquisa e destinada ao Fundo para a Proteção do Patrimônio indígena, à revitalização da língua das comunidades indígenas e a projetos culturais.

  • in http://www.natgeo.com.br/br/especiais/a-grande-arvore-genealogica/sobre-o-projeto-genografico/

  • https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/index.html

PORGENE

O projecto Porgene consiste na investigação e desenvolvimento de um sistema de suporte à decisão clínica no Diagnóstico, Prognóstico, Terapêutica e ainda, a montante, na Prevenção da doença, baseado na interpretação do genoma de cada indivíduo em face do estado da arte do conhecimento biomédico e clínico.

A plataforma de interpretação do genoma associará a anotação do genoma com a interpretação das variantes encontradas de acordo com o conhecimento mais avançado e comprovado na área, não requerendo conhecimento específico de genética molecular pelo médico. A interpretação será fornecida ao doente através do médico, um profissional que avalia, comunica e utiliza a informação para prestar os melhores cuidados de saúde de acordo com as normas éticas e legislativas em vigor. A informação relativa a cada utente estará ainda resguardada pelos mais avançados sistemas de protecção, o que conferirá ao indivíduo toda a privacidade.

in http://porgene.com/

Quando o stress danifica o DNA

Investigadores descobrem mecanismo que ajuda a explicar acumulação de danos


Stress crónico leva à redução da proteína que impede  alterações genómicas

Stress crónico leva à redução da proteína que impede alterações genómicas

Durante anos, investigadores têm publicado artigos que associam o stress crónico a danos cromossómicos.
Agora, na Duke University Medical Center , EUA, descobriram um mecanismo que ajuda a explicar a resposta ao stress, em termos de danos ao DNA, avança a revista Nature.

“Acreditamos que este é o primeiro estudo a propor um mecanismo específico através do qual uma marca registada do stress crónico, a adrenalina elevada, poderia, eventualmente, causar danos no DNA que são detectáveis”, explicou um dos autores do estudo, Robert J. Lefkowitz, cientista da Duke University Medical Center.

Para realizar a experiência, introduziu-se um composto de adrenalina em ratos que funciona através de um receptor chamado de receptor adrenérgico beta. Os cientistas descobriram que este modelo de stress crónico despoletou certos caminhos biológicos que resultaram numa acumulação danos no DNA.

Segundo Robert J. Lefkowitz, “isto pode fornecer uma explicação plausível de como o stress crónico pode causar vários distúrbios humanos, que vão desde aspectos meramente cosméticos, como cabelos grisalhos, até doenças graves ou mortais”.

A proteína P53 é supressora de tumores e é considerada "guardiã do genoma", ou seja, aquela que impede alterações genómicas.

“O estudo mostrou que o stress crónico leva à redução prolongada dos níveis de P53”, disse Makoto Hara, colega de laboratório de Robert J. Lefkowitz. Assim, “colocamos a hipótese de que esta é a razão para as irregularidades cromossómicas encontradas nos ratos cronicamente stressados”.

Nas próximas investigações, Robert J. Lefkowitz pretende estudar ratos que são colocados sob stress (contido), criando assim sua própria adrenalina ou reacção de stress, para saber se as reacções físicas do stress também levam ao acúmulo de danos no DNA.

in http://www.cienciahoje.pt
Afinal, não estamos assim tão atrasados!

Genomas humanos sequenciados pela primeira vez em Portugal

Projecto nacional arranca amanhã

Projecto de sequenciação começa com 11 pessoas.


Projecto de sequenciação começa com 11pessoas.

O projecto nacional de sequenciação e análise do genoma humano – Porgene –, que envolve 11 pessoas, arranca no Centro de Inovação em Biotecnologia (CIB) do BioCant, em Cantanhede.
Segundo Carlos Faro, director do parque tecnológico de Cantanhede (BioCant), promovido pelo CIB, com o apoio científico e técnico da Universidade de Coimbra (UC), através do Centro de Física Computacional (CFC), e da empresa Critical Software, o Porgene “pretende lançar as bases da medicina do futuro”.
Através do estudo do genoma humano, que guarda toda a informação sobre a constituição biológica do indivíduo, será possível realizar uma medicina personalizada, que melhore a qualidade de vida das pessoas e que reduza os custos do Serviço Nacional de Saúde, associados à prevenção e tratamento de doenças, sustenta aquele responsável.
No âmbito deste projecto, os genomas serão armazenados num sistema desenvolvido para o efeito, com “a máxima segurança e de acordo com o articulado português, no que respeita à protecção de dados”, assegura Gonçalo Quadros, presidente executivo da empresa Critical Software.
A confiança num sistema informático deste género, que “guarda uma grande quantidade de informação para o seu posterior uso médico adequado, é essencial”, reconhece aquele responsável.

Base de dados biológica e pessoal

A base de dados a adoptar pelo Porgene “separa totalmente os dados pessoais dos dados biológicos” e garante “o perfeito anonimato do dador e a proibição do acesso por pessoas não autorizadas”, sublinhou Gonçalo Quadros. Os benefícios deste projecto serão alargados ao maior número possível de cidadãos nacionais, estando previstas parcerias com unidades de saúde, acrescenta o presidente daquela empresa.
A consulta à base de dados só poderá ser feita por “um clínico devidamente habilitado e com o consentimento informado do indivíduo”, assegurando o Instituto de Direito Biomédico da UC “o devido acompanhamento e enquadramento legal”, afirmam os promotores do projecto.
“O que a ciência consegue hoje fazer é impressionante e este projecto mostra isso mesmo”, defendeu o físico Carlos Fiolhais, destacando que, pela primeira vez, se leva a efeito em Portugal o que “já se faz nos melhores centros de investigação por esse mundo fora”.
Portugal fica, assim, na “vanguarda no uso da ciência genética para defender e melhorar a nossa saúde”, acrescenta o fundador e director do CFC, que gere o maior “super-computador português”. Carlos Faro, Carlos Fiolhais e Gonçalo Quadros são três dos 11 cidadãos portugueses cujos genomas serão sequenciados na sexta-feira, para assinalar o lançamento do Porgene.

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Para os dorminhocos!!!

Só mais ‘cinco minutos’...

Portadores do gene ABCC9 precisam de dormir mais
Um em cada cinco europeus tem uma maior necessidade de sono



Um em cada cinco europeus tem uma maior necessidade de sono
Pessoas que possuem o gene ABCC9 precisam de dormir em média mais 30 minutos por noite do que as que não o têm, concluiu um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry.

De acordo com a BBC, a investigação aponta que um em cada cinco europeus é portador do gene que está associado a uma maior necessidade de sono.
Os cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da Universidade Ludwig Maximilians, na Alemanha, dizem que a descoberta pode ajudar a explicar comportamentos associados ao sono, como a necessidade de dormir que varia de pessoa para pessoa.
Por exemplo, a ex-primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, era conhecida por precisar de apenas quatro horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein precisava de 11 horas.

Padrão de sono

O estudo envolveu mais de dez mil pessoas de vários países europeus, como das Ilhas Orkney, Croácia, Holanda, Itália, Estónia e Alemanha.
O objectivo era descobrir como funcionava o padrão de sono dos participantes em dias livres, ou seja, quando não tinham de trabalhar ou tomar remédios para dormir.
Ao comparar os dados sobre padrão de sono com os resultados da análise genética, os investigadores concluíram que as pessoas que possuíam a variante ABCC9 precisavam de mais tempo de sono do que a média de oito horas.
Os cientistas investigaram depois de que forma esse gene influenciava o padrão de sono de moscas de fruta, que também carregam essa variante. E concluíram que as moscas sem o gene ABCC9 dormem três horas a menos do que as que carregam o gene.
Os próximos passos na investigação serão para procurar estabelecer exactamente de que forma a variante genética regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo.

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Centro de investigação do Alentejo
quer sequenciar genoma do sobreiro

O montado de sobro é um recurso "emblemático" a nível nacional

Um centro de investigação do Alentejo quer sequenciar o genoma do sobreiro e já apresentou uma candidatura para obter o financiamento comunitário necessário para avançar com o projecto, orçado em pouco mais de 1,1 milhões de euros.

"Devido à importância do sobreiro em Portugal, faz todo o sentido ser o país a liderar a sequenciação do genoma" da árvore que dá a cortiça, disse hoje à agência Lusa Sónia Gonçalves, do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL), promotor do projecto "GenoSuber".
O montado de sobro é um recurso "emblemático" a nível nacional, devido ao valor ecológico e socioeconómico da árvore e ao valor comercial da cortiça, disse, referindo que Portugal é o "principal produtor" de cortiça do mundo e responsável por um 1/3 da produção mundial.
Através da sequenciação do genoma, é possível "identificar a sequência dos genes presentes numa espécie", o que "já foi feito no genoma humano e de outras espécies vegetais, mas no sobreiro será a primeira vez", disse.

"A identificação da sequência do AND vai permitir perceber como é que a informação genética do sobreiro está estruturada e compreender muitos dos mecanismos biológicos da espécie", nomeadamente identificar "genes-chave" em determinados processos, como a formação da cortiça, explicou.
Segundo Sónia Gonçalves, "a identificação dos genes poderá ajudar depois a realizar estudos mais direcionados e será uma mais-valia para o conhecimento" do sobreiro.
Para obter financiamento comunitário e poder avançar com a sequenciação do genoma do sobreiro, o CEBAL já candidatou o projecto ao programa operacional INAlentejo e o resultado da candidatura será conhecido "em Janeiro", disse.
"Estamos confiantes, porque o projecto reúne todas as condições para ser aprovado", sublinhou, referindo que, a confirmar-se a aprovação, o projeto irá arrancar em 2012 e durar dois anos e meio.
A confirmar-se a aprovação, o projeto, orçado em um milhão e 132 mil euros, será financiado em 80 por cento por fundos comunitários, sendo a verba restante assegurada por entidades privadas.
Ao candidatar o projeto, "Portugal está na vanguarda da investigação em sobreiro", disse, lembrando que em 2007 foi formada a Comissão Dinamizadora da Sequenciação do Genoma do Sobreiro, da qual o CEBAL é membro, com o objetivo de angariar fundos para o projeto.
Desde então, foram tomadas várias iniciativas, como projetos submetidos a apoios comunitários, "mas não foi possível obter financiamento e avançar devido aos elevados custos da sequenciação".
No entanto, "a tecnologia avançou de tal forma que permitiu uma redução dos custos de sequenciação, tornado mais exequível a submissão de candidaturas nos diferentes instrumentos financeiros disponíveis".
Além do CEBAL, o projecto envolve outras cinco instituições portuguesas, como o parque de biotecnologia Biocant, o Instituto Nacional de Recursos Biológicos, o Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica e o Instituto Gulbenkian de Ciência.
O projecto terá como consultores o professor belga Yves Van de Peer, da Ghent University (Bélgica) e que está envolvido na sequenciação do choupo, e o professor norte-americano Gerald Tuskan, do Oak Ridge National Laboratory (Estados Unidos da América).

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Cientistas descobrem como se alimentam
as células com falta de oxigénio

Investigação ajuda a desenvolver terapias contra células cancerígenas

2011-11-24
O próximo passo é aprofundar as pesquisas in vivo nos próprios tumores
O próximo passo é aprofundar as pesquisas in vivo nos próprios tumores
Paulo Gameiro faz parte de uma equipa de investigadores internacionais que descobriu como se alimentam as células cancerígenas quando escasseia o oxigénio, abrindo assim novas perspectivas ao tratamento do cancro.

É uma descoberta importante para “desenvolver terapias contra células cancerígenas que experienciem falta de oxigénio (tal como no interior do tumor) e que ainda assim crescem descontroladamente”, explicou o cientista à agência LUSA.
O estudo, publicado na revista Nature, resultado de dois anos e meio de investigação com culturas de células. O próximo passo é aprofundar as pesquisas in vivo nos próprios tumores.

As células em ambiente de baixo teor de oxigénio utilizam um aminoácido, a glutamina, como nutriente para poder produzir gordura, fenómeno indispensável para o crescimento celular.

Segundo o investigador português da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi observado que aquele aminoácido, em condições de baixo teor de oxigénio, era consumido através de uma via metabólica, passando a ser o nutriente principal para as células cancerígenas, substituindo a comum glucose (açúcar).

“Um dilema na biologia do cancro, e que motivou este estudo, era o de saber que mecanismos são escolhidos pelas células cancerígenas que lhes permitem responder à falta de nutrientes e continuar a proliferar, mesmo em condições de falta de oxigénio”, afirmou.

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Encontradas pérolas em ostras do Algarve

Fenómeno raro e sem valor comercial mas com muito “interesse científico”

2012-01-04
Por Luísa Marinho

Uma das cinco pérolas encontradas em ostras do género 'Crassostrea'
Uma das cinco pérolas encontradas em ostras do género 'Crassostrea'
Pela primeira vez em dez anos de trabalho foram encontradas pérolas em ostras do género Crassostrea. O investigador Frederico Batista, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), trabalha há uma década num projecto de conservação da ostra portuguesa e nunca tinha observado este fenómeno.

Em esclarecimentos ao «Ciência Hoje», o investigador, que trabalha com Ana Grade, da mesma instituição, e Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), explicou que, não tendo valor comercial, as pérolas encontradas têm “interesse científico”.

Em 756 ostras apanhadas em diferentes locais do Algarve (Ria de Alvor, Ria Formosa e Rio Guadiana) e que constituem a amostra deste estudo, foram encontradas pérolas em dois exemplares.

Pérolas

O aparecimento de pérolas é frequente em ostras perlíferas (família Pteriidae). Estas podem atingir elevado valor comercial. Nos últimos dez anos, o fenómeno não tinha sido observado nas ostras do género Crassostrea que existem em Portugal. A formação de pérolas deve-se a uma reacção defensiva da ostra a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas. O corpo estranho é coberto por camadas, sendo estas essencialmente de carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.

Pode não parecer muito, mas o fenómeno é tão raro que os investigadores ainda não têm respostas. “Não sabemos muito bem como é que aconteceu, mas acreditamos que não tem nada de mal e que se deve às características do meio”, diz Frederico Batista.

Nas ostras, cuja espécie está também ainda por definir, foram encontradas cinco pérolas. Numa foi observada uma pérola com dimensão de cinco milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso, e, na outra, quatro pérolas com apenas dois milímetros de diâmetro.

“As ostras podem ser das espécies Crassostrea angulata (nome científico da ‘ostra Portuguesa’), Crassostrea gigas (‘ostra do Pacífico’) ou então híbridas”, explica o investigador. As duas espécies são muito parecidas entre si e nos sítios onde foram recolhidas acontece com frequência a hibridação.

“O que tem de valor é a raridade. Quanto o material que compõe das pérolas, tanto o brilho como a cor não parece ser especial”, diz o cientista. As pérolas já seguiram para um laboratório em Cambridge para serem analisadas.

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domingo, 13 de novembro de 2011

O 'CSI' da comida

De que é feito um pastel de bacalhau? E um queijo de cabra terá mistura de leites de outros animais? Haverá vestígios de carne numas almôndegas de soja? A Bioprimier, empresa que detém o único laboratório privado em Portugal acreditado em técnicas de biologia molecular aplicáveis a amostras alimentares, consegue responder a todas estas questões.

Com métodos dignos da famosa série de investigação criminal CSI. O segredo está em extrair o ADN, uma espécie de assinatura de cada produto. A partir daí consegue-se dissecar os alimentos, determinando ao pormenor qual a sua composição.

O primeiro cliente desta empresa, que nasceu em 2006, só apareceu três anos depois. Houve, primeiro, que erguer os sofisticados laboratórios, recrutar técnicos para as análises e, mais importante e moroso, criar de raiz os procedimentos.

Mas, desde então, a procura tem sido intensa. "Quase todas as grandes superfícies são nossas clientes", revela Mário Gadanho, administrador da Biopremier.

Com este método de perícia, os supermercados procuram garantir a qualidade dos produtos de marca branca, pelos quais são responsáveis. Pedem para detetar organismos geneticamente modificados, vestígios alergénicos, as espécies de peixe utilizadas em alimentos mais processados, como rissóis. Os resultados são determinantes para a elaboração do rótulo e, sobretudo, para a relação do cliente com o seu fornecedor.Imagem 083

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/o-csi-da-comida=f632965#ixzz1dcpPa74B

 

 

Palavras-chave; comida laboratório csi