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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Portugal cultiva mais milho geneticamente modificado

Área cultivada subiu 60 por cento em 2011

2012-02-08
A área cultivada em Portugal atingiu 7.843 hectares
A área cultivada em Portugal atingiu 7.843 hectares


A República Checa aproxima-se de Portugal com 5.090 hectares de milho geneticamente modificado, a que acresce 150 hectares de batata.
Em 2011, foram cultivados 160 milhões de hectares com culturas geneticamente modificadas em 29 países, o que representa um crescimento de oito por cento face ao ano anterior.
Na União Europeia, só é permitido o cultivo de milho bt e batata amflora, entre as culturas geneticamente modificadas, estando a aguardar autorização 22 culturas, entre as quais soja e beterraba.
“Os 19 países em desenvolvimento que utilizaram variedades transgénicas duplicaram a área cultivada e produziram quase 50 por cento de todas as culturas geneticamente modificadas a nível global, em 2011”, afirmou a CiB em comunicado.
“Um total de 16,7 milhões de agricultores usufruiu das vantagens da tecnologia da engenharia genética de plantas e 90 por cento deles habitam em países em desenvolvimento”, acrescentou.
Os EUA lideraram este tipo de produção, com 69 milhões de hectares, seguido do Brasil, com 30,3 milhões.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52943&op=all

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Exemplos de Biopolimeros

PLA é um poliéster produzido por síntese química a partir de ácido láctico obtido por fermentação bacteriana de glicose extraído do milho, com uso potencial na confecção de embalagens, itens de descarte rápido e fibras para vestimentas e forrações.

PHA constitui uma ampla família de poliésteres produzidos por bactérias através de biossíntese direta de carboidratos de cana-de-açúcar ou de milho, ou de óleos vegetais extraídos principalmente de soja e palma. Dependendo da composição monomérica, pode ser utilizado na produção de embalagens, itens de descarte rápido e películas aderentes flexíveis.

PA são polissacarídeos, modificados quimicamente ou não, produzidos a partir de amido extraído de milho, batata, trigo ou mandioca. Pode ser utilizado na produção de embalagens e itens de descarte rápido e, em blendas com polímeros sintéticos, na confecção de filmes flexíveis.

Xantana é um exopolissacarídeos produzido por microrganismos a partir de carboidratos extraídos de milho ou cana-de-açúcar, com ampla utilização na área de alimentos e uso potencial na de cosméticos e na exploração de petróleo.


Realizado pelos alunos do 12º B: Catarina Gil nº5; Filipa Oliveira nº8; Micael Nascimento nº16; Tiago Luz nº24

Chave do Futuro

É através da ciência que a Humanidade procura a aperfeiçoar o mundo em que prolifera.

Há muito tempo que a Biotecnologia se encontra presente no quotidiano do ser humano. Contudo, a sua evolução no decorrer dos séculos originou novas formas de utilizar os seus recursos, bem distintas dos processos biotecnológicos iniciais.

Os avanços biotecnológicos têm atingido diversas áreas fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos seres humanos. Na área da saúde, por exemplo, a biotecnologia tem possibilitado o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas para o combate a enfermidades. No ramo das energias renováveis observamos a produção de biocombustíveis. Somos, de igual forma, capazes de manipular vegetais e criar plantas transgénicas, que se verifica serem mais resistentes a pragas impostas pelo meio ambiente, como também mais nutritivas. Desse modo, já conseguimos obter das plantas a possibilidade de produção de plásticos biodegradáveis.

No entanto, tal como tudo, a Biotecnologia Vegetal apresenta desvantagens. Verificamos que os estudos do Homem não conseguem analisar todas as consequências de muitos alimentos transgénicos o que pode potenciar riscos na saúde humana e uma possível diminuição da biodiversidade.

No futuro, se a Humanidade quiser continuar no caminho da evolução, a aplicação da Biotecnologia deverá ser consciente e moderada pois pode resultar numa Catástrofe ou ser a Chave para o Futuro.

Realizado pelos alunos do 12º B: Catarina Gil nº5; Filipa Oliveira nº8; Micael Nascimento nº16; Tiago Luz nº24

Plástico degradável com luz solar

Um plástico revolucionário que se deteriora com a luz solar e pode reduzir a poluição no meio ambiente foi desenvolvido. Trata-se de um plástico fotodegradável, uma mistura de polietileno com um polímero orgânico, que se decompõe pelo menos duas vezes mais rápido que o plástico comum.

No final do processo total de degradação deste tipo de plástico, o material acaba por voltar à natureza, inclusive sob a forma de dióxido de carbono.

Ressalta-se, portanto, a importância de reduzir o impacto ambiental, causado pelo descarte inadequado de plásticos. Pensa-se que a solução a curto prazo possa ser a reciclagem de produtos, a solução a médio prazo será o uso de plástico fotodegradável e a solução a longo prazo é o uso de plástico biodegradável.

Realizado pelos alunos do 12ºB: Catarina Gil nº5; Filipa Oliveira nº8; Micael Nascimento nº16; Tiago Luz nº24

PLÁSTICOS BIODEGRADÁVEIS

Pesquisas feitas no ramo da Engenharia Genética têm vindo a mobilizar cientistas e ambientalistas. Estas investigações apontam para a substituição dos plásticos convencionais por plásticos biodegradáveis.

Nos últimos anos vários países têm reconhecido a necessidade de se reduzir a quantidade de materiais plásticos desperdiçados e descartados. Neste contexto, o interesse na utilização de produtos que tenham origem vegetal e a criação de produtos capazes de substituir os tradicionais plásticos fabricados à base de petróleo é o desafio de vários pesquisadores, tendo como matriz de transformação os biopolímeros.

Uma nova tecnologia veio, então, revolucionar o mercado de descartáveis: o amido termoplástico, produzido a partir do amido – reserva de alimentos de plantas como o milho, arroz, mandioca, trigo, beterraba, entre outras.

O amido termoplástico pode ser utilizado como saco de lixo, fraldas infantis, recipientes para plantas, na produção de talheres, pratos e copos descartáveis, no fabrico de canetas, lapiseiras, brinquedos e outras aplicações onde o caráter biodegradável seja requerido.

Produtos obtidos de amido termoplástico são mais baratos que os plásticos sintéticos derivados de petróleo e possuem a vantagem adicional de serem biodegradáveis.

Realizado pelos alunos do 12ºB - Catarina Gil nº5; Filipa Oliveira nº8; Micael Nascimento nº16; Tiago Luz nº24


Hereditariedade dos Olhos Verdes


O meu avô tem olhos castanhos
No entanto, o meu pai tem olhos azuis
Quem me pode explicar,
Porque são os meus olhos verdes?

A resposta a esta questão é recente:
Um senhor chamado Mendel
Com as suas ervilhinhas
Deu os primeiros passos na genetica
Que para a resposta da cor dos meus olhos
Foi benéfica!

Ouvi falar numa coisa estranha
Os genes!
Sei que estão em mim, em todo o lado
Em pequenas células, invisiveis a olho nú
Que me compõem e fazem de mim o que sou
Um menino de olhos verdes,
Com o sorriso do pai.

Realizado pelos alunos do 12º B: Anastasia Borozan; Inês Martins; Marisa Madeira e Miguel Soares

Medicina Personalizada: Biofármacos


Os biofármacos são medicamentos biológicos, à base de proteínas recombinantes, obtidas através de processos biotecnológicos e de engenharia genética. Estas proteínas humanas podem ser obtidas em células animais ou vegetais, sendo as vegetais as mais viáveis. Uma vacina, qualquer que seja o seu modo de administração, consiste numa solução preparada em laboratório contendo agentes patogénicos inactivados. O agente infeccioso ao entrar em contacto, pela primeira vez, com o organismo, vai desencadear uma resposta imunitária primária, havendo assim produção de células de memória específicas. Quando o mesmo agente infeccioso entrar novamente em contacto com o organismo, a produção de anticorpos irá ser mais rápida, mais duradoura e mais eficaz.

Os fármacos são obtidos, geralmente, pela síntese química do seu princípio ativo, enquanto que um biofármaco é um medicamento obtido por processos biológicos, fazendo com que se verifiquem menos efeitos colaterais. Outras vantagens dos biofármacos são o facto de serem economicamente mais rentáveis, mais eficientes, permitem um maior leque de aplicações e, por derivarem de células vegetais, conseguem resistir ao suco gástrico e ser absorvidas gradualmente ao longo do intestino delgado. Por outro lado este tipo de fármaco é obtido por um processo mais lento que implica estruturas mais complexas.

Os Biofármacos são utilizados no tratamento de doenças como a diarreia, cancro, diabetes, artrite reumatoide, esclerose múltipla, hepatite B, Alzheimer, apneia do sono, ataques cardíacos entre outras.

As vacinas comestíveis são um exemplo da inovação recente em plantas, relativamente à produção de biofármacos. Este tipo de vacina é uma possível forma de substituir a vacina tradicional, uma vez que só implica a ingestão de fruta ou vegetais. Atualmente cada vez mais plantas têm vindo a ser testadas como alface, cenouras, amendoins, trigo, milho arroz e soja.

Realizado pelos alunos do 12º B: Ana Rita Bernardino; Carlos Duarte; Filipa Ferreira e Patrícia Santos