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Este blogue é um instrumento de trabalho que os autores e os seus alunos utilizam nas aulas de Biologia 12º ano, Biologia e Geologia 10º e 11º ano. Acolhe textos, imagens e outros materiais, bem como alguns trabalhos efetuados pelos alunos. Críticas e sugestões são bem-vindas.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Quando o stress danifica o DNA
Investigadores descobrem mecanismo que ajuda a explicar acumulação de danos

Agora, na Duke University Medical Center , EUA, descobriram um mecanismo que ajuda a explicar a resposta ao stress, em termos de danos ao DNA, avança a revista Nature.
“Acreditamos que este é o primeiro estudo a propor um mecanismo específico através do qual uma marca registada do stress crónico, a adrenalina elevada, poderia, eventualmente, causar danos no DNA que são detectáveis”, explicou um dos autores do estudo, Robert J. Lefkowitz, cientista da Duke University Medical Center.
Segundo Robert J. Lefkowitz, “isto pode fornecer uma explicação plausível de como o stress crónico pode causar vários distúrbios humanos, que vão desde aspectos meramente cosméticos, como cabelos grisalhos, até doenças graves ou mortais”.
A proteína P53 é supressora de tumores e é considerada "guardiã do genoma", ou seja, aquela que impede alterações genómicas.
“O estudo mostrou que o stress crónico leva à redução prolongada dos níveis de P53”, disse Makoto Hara, colega de laboratório de Robert J. Lefkowitz. Assim, “colocamos a hipótese de que esta é a razão para as irregularidades cromossómicas encontradas nos ratos cronicamente stressados”.
Nas próximas investigações, Robert J. Lefkowitz pretende estudar ratos que são colocados sob stress (contido), criando assim sua própria adrenalina ou reacção de stress, para saber se as reacções físicas do stress também levam ao acúmulo de danos no DNA.
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Genomas humanos sequenciados pela primeira vez em Portugal
Projecto nacional arranca amanhã

Segundo Carlos Faro, director do parque tecnológico de Cantanhede (BioCant), promovido pelo CIB, com o apoio científico e técnico da Universidade de Coimbra (UC), através do Centro de Física Computacional (CFC), e da empresa Critical Software, o Porgene “pretende lançar as bases da medicina do futuro”.
No âmbito deste projecto, os genomas serão armazenados num sistema desenvolvido para o efeito, com “a máxima segurança e de acordo com o articulado português, no que respeita à protecção de dados”, assegura Gonçalo Quadros, presidente executivo da empresa Critical Software.
A confiança num sistema informático deste género, que “guarda uma grande quantidade de informação para o seu posterior uso médico adequado, é essencial”, reconhece aquele responsável.
Base de dados biológica e pessoal
A base de dados a adoptar pelo Porgene “separa totalmente os dados pessoais dos dados biológicos” e garante “o perfeito anonimato do dador e a proibição do acesso por pessoas não autorizadas”, sublinhou Gonçalo Quadros. Os benefícios deste projecto serão alargados ao maior número possível de cidadãos nacionais, estando previstas parcerias com unidades de saúde, acrescenta o presidente daquela empresa.
A consulta à base de dados só poderá ser feita por “um clínico devidamente habilitado e com o consentimento informado do indivíduo”, assegurando o Instituto de Direito Biomédico da UC “o devido acompanhamento e enquadramento legal”, afirmam os promotores do projecto.
“O que a ciência consegue hoje fazer é impressionante e este projecto mostra isso mesmo”, defendeu o físico Carlos Fiolhais, destacando que, pela primeira vez, se leva a efeito em Portugal o que “já se faz nos melhores centros de investigação por esse mundo fora”.
Portugal fica, assim, na “vanguarda no uso da ciência genética para defender e melhorar a nossa saúde”, acrescenta o fundador e director do CFC, que gere o maior “super-computador português”. Carlos Faro, Carlos Fiolhais e Gonçalo Quadros são três dos 11 cidadãos portugueses cujos genomas serão sequenciados na sexta-feira, para assinalar o lançamento do Porgene.
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Só mais ‘cinco minutos’...
Portadores do gene ABCC9 precisam de dormir mais

Centro de investigação do Alentejo
quer sequenciar genoma do sobreiro
O montado de sobro é um recurso "emblemático" a nível nacional

Cientistas descobrem como se alimentam
as células com falta de oxigénio
Investigação ajuda a desenvolver terapias contra células cancerígenas

É uma descoberta importante para “desenvolver terapias contra células cancerígenas que experienciem falta de oxigénio (tal como no interior do tumor) e que ainda assim crescem descontroladamente”, explicou o cientista à agência LUSA.
O estudo, publicado na revista Nature, resultado de dois anos e meio de investigação com culturas de células. O próximo passo é aprofundar as pesquisas in vivo nos próprios tumores.
As células em ambiente de baixo teor de oxigénio utilizam um aminoácido, a glutamina, como nutriente para poder produzir gordura, fenómeno indispensável para o crescimento celular.
Segundo o investigador português da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi observado que aquele aminoácido, em condições de baixo teor de oxigénio, era consumido através de uma via metabólica, passando a ser o nutriente principal para as células cancerígenas, substituindo a comum glucose (açúcar).
“Um dilema na biologia do cancro, e que motivou este estudo, era o de saber que mecanismos são escolhidos pelas células cancerígenas que lhes permitem responder à falta de nutrientes e continuar a proliferar, mesmo em condições de falta de oxigénio”, afirmou.
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Encontradas pérolas em ostras do Algarve
Fenómeno raro e sem valor comercial mas com muito “interesse científico”

Em esclarecimentos ao «Ciência Hoje», o investigador, que trabalha com Ana Grade, da mesma instituição, e Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), explicou que, não tendo valor comercial, as pérolas encontradas têm “interesse científico”.
Em 756 ostras apanhadas em diferentes locais do Algarve (Ria de Alvor, Ria Formosa e Rio Guadiana) e que constituem a amostra deste estudo, foram encontradas pérolas em dois exemplares.
O aparecimento de pérolas é frequente em ostras perlíferas (família Pteriidae). Estas podem atingir elevado valor comercial. Nos últimos dez anos, o fenómeno não tinha sido observado nas ostras do género Crassostrea que existem em Portugal. A formação de pérolas deve-se a uma reacção defensiva da ostra a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas. O corpo estranho é coberto por camadas, sendo estas essencialmente de carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite.
Nas ostras, cuja espécie está também ainda por definir, foram encontradas cinco pérolas. Numa foi observada uma pérola com dimensão de cinco milímetros de diâmetro e 190 miligramas de peso, e, na outra, quatro pérolas com apenas dois milímetros de diâmetro.
“As ostras podem ser das espécies Crassostrea angulata (nome científico da ‘ostra Portuguesa’), Crassostrea gigas (‘ostra do Pacífico’) ou então híbridas”, explica o investigador. As duas espécies são muito parecidas entre si e nos sítios onde foram recolhidas acontece com frequência a hibridação.
“O que tem de valor é a raridade. Quanto o material que compõe das pérolas, tanto o brilho como a cor não parece ser especial”, diz o cientista. As pérolas já seguiram para um laboratório em Cambridge para serem analisadas.
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